FRASE DO DIA

  • "Os poderosos podem matar uma, duas ou três rosas, mas jamais conseguirão deter a primavera inteira!" (Che Guevara )
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quarta-feira, 9 de abril de 2008

FALTA AMOR, FALTA PAZ


Labirintos dessa vida marginal,
Complicamos a vida sem razão.
O amor hoje é coisa banal,
A frieza cobre nosso coração.

Há dragões pelas ruas,
Deserto de pedras sem calor.
Crianças nas ruas nuas,
Realidade de uma sociedade sem amor.

Jovens se drogam pra morrer,
Matam-se por prazer, por que?
O amor ainda luta pra sobreviver,
Embora corações hoje lutam por poder.

Como acreditar no futuro da nação?
A liberdade hoje é uma prisão.
Na minha cabeça há uma grande confusão,
Perdido, busco uma direção.

Guerras de famílias por bens materiais,
Respeito pelos pais não existe mais.
Tolos jovens vazios de ideologias anormais,
Retrato de um mundo frio, sem Deus sem paz...

Autor: Luiz Carlos Rodrigues dos Santos

domingo, 6 de abril de 2008

VIDA NÃO É DROGA


Te vi alegre criança,
Teu olhar brilhava com vida,
Hoje te vejo sem esperança,
Num sorriso opaco sem vida.

O que houve com sua alegria?
Saíste do trilho, da rota,
Perdeu-se no medo da angústia,
Fez da tua vida uma droga.

Viajou nas nuvens cinzas,
Buscou alegria na morte,
Momentos de euforia sentida,
Voltaste sem rumo, sem norte.

A solidão em ti bate forte,
Sem ninguém choras agora,
Perdestes a vida, a sorte,
Tua vida virou pó, virou droga.

Buscas o que em tuas viagens?
Só a dor e tristeza encontras-te.
Volta para tuas origens,
Conquiste o que lá fora perdeste.

Quero rever teu sorriso criança,
Teu olhar alegre da volta,
No peito o pulsar da esperança,
Sugar o perfume da vida, sem droga...

Chega de ser um idiota,
Tua viagem pode não ter volta,
Encontre em você, a resposta,
Que a vida não é uma droga...

Autor: Luiz Carlos Rodrigues dos Santos

sábado, 5 de abril de 2008

O MUNDO ANDA ESTRANHO DEMAIS


O mundo está estranho demais
Não há mais amor nem respeito,
Filhos que matam os pais,
Sem sentido nos causa medo.

Esquecemos as lições de Cristo,
Apagamos teus escritos,
Hoje nada mais faz sentido,
Pais que matam os filhos.

Nos jornais só crimes banais,
Guerras de vaidades só morte traz.
Flores só enfeitam funerais,
Falta amor, falta Deus, falta paz.

Jovens vazios nas esquinas aspiram pó,
Aprendem violência nas escolas.
Os mestres presos num guarda-pó,
Com medo dessas pessoas tolas.

Pais e filhos não se curtem mais,
A ganância do poder deixa a vida vazia.
Esquecem que a felicidade o dinheiro não traz,
O amor ao próximo é que deixa a vida rica.

Autor: Luiz Carlos Rodrigues dos Santos

quarta-feira, 26 de março de 2008

CANSADO


Meu corpo cansado, dilacerado
É só o que restou de mim.
Pedaços de mim estão marcados
De dores e saudades sem fim.

Meus poemas sem concordância
São frutos da minha imaginação.
Sou apenas um cisco dessa existência,
Pó sem consagração.

Seres infames cobrem essa esfera,
Hipócritas dessa vida vão.
Por que essa empáfia se a morte nos espera?
Tua riqueza ficará enterrada no chão.

Estou cansado dessa podridão,
Quero explodir, tornar-me um ser celeste,
Quimera nessa imensidão,
Longe desses homens pestes.

Minha vida cansada, anda na contra-mão,
Não suporto mais essa sociedade torpe,
Pessoas brotando devassidão,
Imensuráveis lixos desnobre.

Autor: Luiz Carlos Rodrigues dos Santos

terça-feira, 25 de março de 2008

FELIZ VIDA LOUCA


A vida é louca, somos anormais,
Preciso alimentar meus filhos fetais.
A vida é curta, deixe o que ficou pra trás,
Quero fazer minhas poesias legais.

Sozinho, sigo essa multidão banal.
Meus amigos não são mais reais,
São apenas um boneco virtual,
Vida louca, seres irracionais.

A vida é foda, somos apenas um cisco,
Somos poeira, miudezas de carvão.
A vida é triste, águas rolam em nosso rosto,
Molham a terra que flores brotarão.

Quero ser livre como o vento,
Quero apenas viver em paz.
Chega de chorar, de lamento,
Nossa vida é a gente que faz.

A vida é louca, a vida é curta,
A vida é foda, a vida é triste.
Sou poeta dessa vida maluca,
Sou metal que ainda resiste.

Autor: Luiz Carlos Rodrigues dos Santos

terça-feira, 4 de março de 2008

EU E MEU SÓ


Estou só, quer dizer, tenho ódio e medo do amor que está a caminho, um rosto e uma voz que desconheço.
A mulher é o copo que recebe o meu veneno, o meu conteúdo de amor. Não é por isso que tenho medo, o que me arrepia de terror é este amor invisível e brutal como um príncipe.
Homem livre? – estremeço.
Que faço agora da minha liberdade?
Que faço deste amor informe como a nuvem e pesado como a pedra?
Que faço se este amor me esvazia e remove a cor e o sentido das coisas como ácido?
Sinto o terror de amar, e agora, como fera enjaulada, sinto-me selvagem. Selvagem não na voluntariedade do sexo, mas neste amor profundo e incontrolável como a loucura.
Novamente estou só, sem amor, sem ninguém... exatamente como espelho que espera o retorno da imagem humana, o amor sem rosto e sem voz está a caminho.
Que faço?
Onde fugir?
Como provar que antes de ser canalha, vagabundo, anjo, companheiro, amigo...
Como provar que antes e depois de todos esses predicados que me dão eu sou único e simplesmente homem?
Como???

Autor: Luiz Carlos Rodrigues dos Santos

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

SONHAR NÃO CUSTA NADA



Que bom seria se pudéssemos viver em paz,
Com liberdade de andar pela cidade e só encontrar caridade,
Receber um sorriso e não tiros de maldades.
Que bom seria se em cada portão nascesse uma flor de amizade,
E todos que por ali passasse regasse de amor e bondade,
E que jamais alguém arrancasse essa flor por pura maldade.
Quero ver meus filhos crescerem sem sentir o cheiro da morte
Essa droga que assola nossa juventude,
Ver os jovens se reunirem para distribuir amor
E brigar só por uma sociedade mais justa,
E não se reunirem em baladas de vícios e mortes.
Não quero ver a dor rondando famílias,
Que em cada lar só exista amor e alegria,
Que em cada esquina possamos receber um sorriso amigo,
E não o medo e a dor da violência urbana.
Quero sair pelas ruas e sentir o cheiro da vida,
Não o receio da morte que em cada esquina nos espreita.
Que bom seria se a miséria fosse extinta,
E que todos tivesse um leito quente para descansar,
E que só existisse fome de paz, amor e fraternidade.
Que bom seria se soubéssemos dividir e não só multiplicar,
Viver sem a ânsia do poder e sim com a ânsia do saber,
Para melhor usufruir as maravilhas que Deus nos deu.
Talvez eu seja um sonhador, espero não ser o único,
Quem sabe se sonhássemos juntos, tudo isso não tornaria realidade?

Autor: Luiz Carlos Rodrigues dos Santos

LIXO DO LUXO


Vi esse descaso na televisão,
Pessoas comendo lixo,
Nesse país sem coração,
Onde tem muito desperdiço,
Onde o poder anda na contramão.
Do outro lado alheio a tudo isso,
Pessoas passeando de iates de luxo,
Longe dos que passam fome, omissos,
Nem querem saber se alguém come lixo.
País de desigualdades evidente,
Pessoas sofrem sem trabalho, sem alento,
E poucos acumulam fortunas, exploram essa gente,
Que vivem sem teto ao relento.
Bilhões serão gastos num evento,
Construções faraônicas serão erguidas,
E o povo com fome e sem leito,
Assiste a tudo isso como eremitas.
Hipócritas roubam o país, feliz,
Andam em seus carrões, homem vil,
Ignoram a miséria desse país,
Essa é a podridão, Brasil...


Autor: Luiz Carlos Rodrigues dos Santos

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

A CIDADE FICOU FEIA, FICOU FRIA


A cidade ficou feia, ficou fria,
As pessoas não se olham,
Muito menos dão bom dia.
Uma selva de pedra cinza,
Sem alma, sem vida.
Aqui se mata por migalhas,
Não se dá valor a vida.
Vive-se preso atrás de grades, de muros,
Frágil, assustados, com medo de tudo.
Carros se cruzam pelas ruas, agitadamente,
Num vai e vem alucinante, numa disputa desumana.
Pessoas cegas os conduzem friamente.
Onde está a solidariedade humana?
Onde está o coração dessa gente?
Chega de stress, de medo, de pavor,
Precisamos aquecer os corações, viver em união,
Doar um pouco de si, dar um pouco de amor.
Sermos todos amigos, sermos todos irmãos.
Vamos nos unir, colorir essa cidade,
Derrubar essas grades, plantar uma árvore,
Nos dar as mãos, viver com fraternidade.


Autor: Luiz Carlos Rodrigues dos Santos

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

O GRANDE CIRCO DE BRASILIA.


Senhoras e senhores,
Meninos e meninas,
Vai começar o grande espetáculo.
Ai vem o Grande Circo de Brasília.
Com tapete vermelho,
O picadeiro está armado.
As crianças estão com fome,
Aqui não tem pipoca, amendoim...
Nem algodão doce.
A festa aqui é dos Senadores.
Com destreza os Deputados,
Fazem manobras...
E o povão é quem faz,
Papel de palhaço!
São grandes artistas,
Esses caras de Brasília!
O povo é o grande contorcionista,
Vira-se pra sobreviver,
Sem trabalho e moradia.
Os Ministros são os mágicos,
Desse Circo de Brasília,
Fazem sumir os recursos
Que a eles são destinados.
Deixando o povão,
Simplesmente extasiados.
Esse Circo é uma maravilha,
Com artistas sem igual,
Um verdadeiro teatro,
Dos Políticos cara de pau.


Autor: Luiz Carlos Rodrigues dos Santos